sábado, 10 de setembro de 2011

ATÉ QUANDO? E AFINAL O QUE SOMOS?


AFINAL O QUE SOMOS?


  E com muita tristeza que venho dizer que infelizmente elegemos representantes para lutar por interesses próprios e que nós como sociedade e que sofremos, gememos e agonizamos diante de tanta desigualdade social e injustiças. É bem verdade: SOMOS AGENTE CAUSADOR DE TUDO AQUILO QUE NOS ACONETECE.
              As eleições são no ano vindouro e tenho certeza que mais uma vez ouviremos os mesmos contos e historinhas sensacionalistas que enchem a cabeça de qualquer um e quer queiramos ou não eles se elegem de novo. MEU DEUS, BRASIL ACORDE!
            Não suporto mais tanta humilhação porque continuamos regredindo ao invés de caminharmos para um futuro melhor, uma vida melhor. Não podemos dizer que somos brasileiros com muito orgulho sim senhor, pois mal sabemos eleger representantes. O problema não é o país mais sim aqueles que o administram.
              Sabemos que nós, agentes de saúde, recebemos uma esmola de salário, sabemos que temos inúmeras dificuldades, sabemos que estamos expostos a doenças que podem nos contaminar, do tipo, uma tuberculose, e estamos de peito aberto para receber esta descarga. Sim, pois e assim que chegamos nas casas, de peito aberto para receber qualquer tipo de doença que porventura possamos encontrar. E o pior sem EPI - Equipamento de Proteção Individual. Não coloco responsabilidade nas prefeituras, pois e de cima que vem o problema. Além do mais, somos pai, mãe, conselheiro, padre, irmãos e até doadores de alimentos a pessoas que não tem o que comer.
               Toda essa bomba estoura nas mãos do Agente de Saúde. Não me canso de dizer: SOMOS PARARAIO DA SAÚDE COMO UM TODO! Somos nós que escutamos os dissabores, as reclamações do sistema, a falta disso, daquilo, de atendimento médico, de atendimento odontológico entre tantas outras coisas. Inclusive expostos a reclamações do agente de saúde sem fundamentos por conta do próprio sistema. Sim, porque na maioria das vezes as faltas destes atendimentos recaem sobre o agente de saúde. Será que merecemos tudo isso? Será que estamos ganhando bem para isto?
Aliás, nos agentes de saúde estamos ficando sem saúde. É muito estresse, passamos da hora de almoçar, não temos tempo para nós mesmos e para nossas famílias. Eu mesmo estou com minha esposa grávida de seis meses e não tenho tempo para ela e meu bebê que irá nascer. Deixamos de cuidar da nossa própria família para cuidar das de outros, deixamos de viver, somos zumbis, não existe férias, descanso semanal, etc. Porque quando a comunidade se vê acuada, sem médico, enfermeira, dentista eles correm direto para a porta do agente de saúde. Estou mentindo? E aí vem a pergunta: O QUE FAZER DIANTE DE UM SISTEMA QUE É MUITO BOM ENTRETANTO NÃO VEJO ADMINISTRADORES COMPETENTES COMPROMISSADOS COM A CAUSA DO POVO, OU AO MENOS NÃO QUEREM?
A constituição brasileira diz:
Art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade,...”. Pergunta-se:
Vivemos num país de igualdades?
E ainda em seu art. 6°: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição...”. Pergunta-se: 
Temos saúde como se deveria ter? Há assistência aos menos favorecidos? Vejo muitos morrendo de fome e em miséria. O agente de saúde sabe muito bem disso.
               Desta feita fica a minha indignação e desapreço por aqueles que acham que não merecemos ter um bom salário. Gosto de ser agente de saúde, Toavia não posso deixar de estudar para ter um escopo satisfatório financeiramente. Sou universitário e estudante de administração.
                A música diz: Que país e este! Eu já digo que governantes são estes que ajudamos a eleger?
                Acredito que se for para votar o salário deles seria prioridade máxima e duvido, quero cegar, se eles conseguem viver com um salário mínimo.
              Sou ACS  e estamos diante de  monstros que só querem O seguinte: VENHA A NÓS OS VOSSOS VOTOS E QUE SE DANE ESSE REINO! Deus me perdoe mais essa e a pura verdade.
Atenciosamente,
Jorge Santos

Projeto estabelece piso salarial para agentes de saúde

Brasília(DF): Projeto estabelece piso salarial para agentes de saúde
   
Sex, 11 de Fevereiro de 2011
Fonte: Informações da Agência Câmara e Assessoria de Imprensa da Força Sindical 

A proposta regulamenta a Emenda Constitucional (EC) 63/10 e altera a Lei 11.350/06, duas normas que tratam especificamente desses profissionais e também fixa critérios para o exercício da profissão.
Hoje, os agentes são contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43) pelos órgãos ou entidade da administração direta, autárquica ou fundacional, mas não têm uma carreira no quadro do funcionalismo. De acordo com o autor, a proposta representa um avanço na proteção a esses trabalhadores, complementando o reconhecimento de seu papel no sistema de saúde.
Insalubridade
A proposta também reconhece as condições de insalubridade do trabalho desses agentes e prevê que eles devem ter equipamento adequado de trabalho e receber adicional. A proposta também atribui caráter técnico às atividades e institui um curso a ser seguido como requisito para o desempenho profissional.
O projeto regulamenta ainda o repasse de recursos financeiros aos gestores locais do Serviço Único de Saúde (SUS), para possibilitar o cumprimento da lei e garantir o pagamento dos salários dos agentes de todo o País. Essas regras estabelecem punições para o desvio de finalidade desses recursos.
Tramitação
A proposta foi apensada ao Projeto de Lei 7495/06, do ex-senador Rodolpho Tourinho. Os dois projetos tramitam em regime de prioridade e serão analisados por uma comissão especial.
 Para Willian Roberto Cardoso, presidente da Força Sindical Sergipe, o estabelecimento do piso é uma boa medida porque será uma garantia que todos trabalhadores vão receber o salário correto.